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Cólicas menstruais muito fortes, dor durante a relação sexual e desconfortos intestinais que aparecem ou pioram no período menstrual não devem ser simplesmente normalizados.
Esses sintomas podem ter diferentes causas, mas também estão entre os sinais associados à endometriose, uma condição ginecológica crônica que pode afetar significativamente a qualidade de vida da mulher.
A endometriose pode se manifestar de maneiras bastante diferentes. Algumas mulheres apresentam dores intensas, enquanto outras têm poucos sintomas e descobrem a condição durante a investigação de dificuldade para engravidar.
Por isso, reconhecer os sinais e procurar uma avaliação ginecológica é importante para chegar ao diagnóstico e definir a melhor forma de acompanhamento.
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste internamente o útero cresce fora da cavidade uterina.
Essas lesões aparecem principalmente na região pélvica e podem envolver os ovários, ligamentos, região atrás do útero, intestino, bexiga e outras estruturas.
A presença desse tecido pode provocar inflamação, aderências e dor. No entanto, a intensidade dos sintomas não necessariamente corresponde à extensão da doença. Uma mulher pode apresentar lesões pequenas e sentir muita dor, enquanto outra pode ter um quadro mais extenso com sintomas menos intensos.
A investigação faz parte do cuidado integral da saúde feminina oferecido na Ginecologia da Dra. Érica Rades, que considera sintomas, histórico clínico e necessidades individuais de cada paciente.
A cólica menstrual intensa é um dos sintomas mais conhecidos da endometriose, principalmente quando a dor interfere nas atividades do dia a dia ou se torna progressivamente mais forte.
Entre os sinais que merecem atenção estão:
Nem toda mulher com esses sintomas tem endometriose. Da mesma forma, nem todas as mulheres com endometriose apresentam todos eles.
É justamente essa variedade de manifestações que torna importante a avaliação individualizada pelo ginecologista.
Algum desconforto durante a menstruação pode acontecer, mas uma dor que impede a mulher de trabalhar, estudar, dormir ou manter suas atividades habituais merece investigação.
Também é importante observar quando existe necessidade frequente de medicamentos para suportar as cólicas ou quando a intensidade da dor aumenta ao longo dos meses ou anos.
A tendência de considerar a cólica intensa como uma característica normal da menstruação pode contribuir para o atraso na investigação da endometriose.
Isso também vale para adolescentes. Cólicas muito intensas desde os primeiros anos após a menarca devem ser relatadas ao médico. No conteúdo sobre quando levar a adolescente ao ginecologista, explicamos outras situações em que a avaliação é recomendada nesta fase da vida.
A investigação começa pela consulta ginecológica.
O médico procura entender as características da dor, quando ela começou, sua relação com o ciclo menstrual e a presença de outros sintomas, como dor nas relações sexuais e alterações urinárias ou intestinais.
O exame ginecológico também pode fornecer informações importantes.
Dependendo de cada caso, exames de imagem podem complementar a investigação. A ultrassonografia transvaginal direcionada para pesquisa de endometriose e a ressonância magnética da pelve estão entre os recursos que podem ser utilizados.
A ultrassonografia pélvica e transvaginal também auxilia na avaliação de dores pélvicas, sangramentos e alterações uterinas ou ovarianas. A Dra. Érica realiza esse exame durante a consulta quando existe indicação, conforme apresentado na página de Ultrassonografia pélvica e transvaginal.
É importante destacar que a cirurgia não é necessária em todas as mulheres apenas para confirmar a presença de endometriose. Atualmente, sintomas, exame clínico e exames de imagem podem permitir o diagnóstico e o início da abordagem terapêutica em muitos casos.
Sim. A endometriose pode estar associada à dificuldade para engravidar, mas isso não significa que toda mulher com a doença terá infertilidade.
Muitas mulheres com endometriose engravidam naturalmente. Em outras situações, pode ser necessário avaliar fatores como idade, reserva ovariana, comprometimento dos ovários, localização das lesões e outros aspectos relacionados à fertilidade do casal.
Por isso, o desejo de engravidar deve ser considerado desde o início ao definir a estratégia de tratamento.
Caso ocorra a gestação, o acompanhamento passa a considerar também os cuidados próprios da Obstetrícia, desde o pré-natal até as demais fases da gravidez.
Não existe um tratamento único que seja adequado para todas as mulheres.
A escolha depende de fatores como intensidade dos sintomas, idade, localização das lesões, resposta a tratamentos anteriores e desejo de engravidar.
O tratamento pode incluir medicamentos para controle da dor, terapias hormonais e, em situações específicas, abordagem cirúrgica.
Para mulheres que não pretendem engravidar naquele momento, tratamentos hormonais podem contribuir para o controle dos sintomas. Quando existe desejo gestacional, a estratégia precisa ser definida considerando também a fertilidade.
A cirurgia pode ser considerada em determinados casos, principalmente diante de sintomas persistentes, algumas formas da doença ou necessidade de abordagem de determinadas lesões. A Dra. Érica também atua na área de cirurgias ginecológicas, com definição da conduta conforme as necessidades de cada paciente.
É recomendável procurar avaliação quando a dor menstrual deixa de representar apenas um desconforto e começa a interferir na rotina ou na qualidade de vida.
Algumas situações que justificam a investigação são cólicas menstruais muito intensas, piora progressiva da dor, dor durante as relações sexuais, dor pélvica persistente, sintomas intestinais ou urinários relacionados ao ciclo menstrual e dificuldade para engravidar.
Mesmo que a causa não seja endometriose, esses sintomas podem estar relacionados a outras condições ginecológicas e precisam ser avaliados.
Além das consultas motivadas por sintomas, o acompanhamento periódico ajuda a identificar alterações e orientar cuidados adequados a cada fase da vida. Veja também quais avaliações podem ser indicadas no check-up ginecológico em cada fase da vida.
A Dra. Érica Rades é formada pela Faculdade de Medicina do ABC e realizou Residência Médica na USP, onde também desenvolveu seu Mestrado e Doutorado. Foi preceptora de alunos, assistente da Obstetrícia de Alto Risco e professora universitária.
Conheça mais sobre sua formação e trajetória profissional em Sobre a Dra. Érica Rades. Erica Rades
Conviver todos os meses com cólicas incapacitantes não precisa ser encarado como uma consequência natural da menstruação.
Quando existem sintomas compatíveis com endometriose, a avaliação ginecológica permite investigar a origem da dor e definir os próximos passos de acordo com as características e os objetivos de cada mulher.
Se você apresenta cólicas menstruais intensas, dor pélvica ou outros sintomas que possam estar relacionados à endometriose, agende uma consulta com a Dra. Érica Rades para uma avaliação individualizada.
Organização Mundial da Saúde – Endometriosis. Informações sobre prevalência, sintomas, diagnóstico e tratamento da endometriose. Organização Mundial da Saúde
Acessar referência da OMS
FEBRASGO – Endometriose: doença que causa dor intensa e pode levar à infertilidade exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado. Publicado em março de 2026. Febrasgo
Acessar referência da FEBRASGO
FEBRASGO – Diagnóstico e manejo da infertilidade associada à endometriose. Position Statement nº 4, 2026. Febrasgo
Acessar Position Statement da FEBRASGO