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A menstruação chegou antes do esperado, atrasou vários dias ou simplesmente não veio naquele mês. Em outro ciclo, durou mais tempo ou apresentou um fluxo diferente do habitual.
Essas variações podem acontecer ocasionalmente sem representar um problema de saúde. Quando passam a ser frequentes, porém, a menstruação irregular pode indicar alterações hormonais, mudanças na ovulação ou outras condições que precisam ser investigadas.
Mais importante do que comparar o ciclo com um número considerado ideal é observar o padrão habitual de cada mulher e identificar mudanças persistentes.
O ciclo menstrual é contado a partir do primeiro dia de uma menstruação até o primeiro dia da seguinte.
Em mulheres adultas, os ciclos costumam ocorrer em intervalos relativamente regulares, embora pequenas variações entre um mês e outro sejam esperadas.
A menstruação pode ser considerada irregular quando passam a acontecer alterações importantes ou frequentes, como:
Uma mudança isolada nem sempre significa que exista uma doença. O contexto, a frequência e os demais sintomas são importantes para entender o que está acontecendo.
A avaliação dessas alterações faz parte do acompanhamento em Ginecologia, considerando idade, histórico, medicamentos utilizados, sintomas e fase da vida da mulher.
O ciclo menstrual depende da interação entre diferentes hormônios e do funcionamento adequado dos ovários, útero e outras estruturas do organismo.
Por isso, existem diversas possíveis causas para uma mudança no padrão menstrual.
Entre elas estão:
A investigação busca justamente identificar qual desses fatores pode estar relacionado ao ciclo de cada paciente.
A gravidez é uma das primeiras possibilidades que devem ser consideradas diante de um atraso menstrual em mulheres com possibilidade de engravidar.
Mas ela está longe de ser a única causa.
Estresse, alterações hormonais, mudanças importantes de peso, Síndrome dos Ovários Policísticos, problemas da tireoide e outras situações podem atrasar ou impedir temporariamente a menstruação.
Quando existe possibilidade de gestação, um teste de gravidez costuma fazer parte dos primeiros passos da investigação.
Se a gestação for confirmada, inicia-se uma nova fase de acompanhamento, com os cuidados próprios da Obstetrícia.
Pode.
Situações de estresse físico ou emocional intenso podem interferir nos mecanismos hormonais envolvidos na ovulação e, consequentemente, modificar o ciclo menstrual.
Isso pode acontecer em períodos de mudanças importantes na rotina, problemas emocionais, privação de sono, doenças ou outras situações que provoquem impacto significativo no organismo.
Um atraso ocasional relacionado a um período atípico pode acontecer.
Quando a irregularidade persiste durante vários ciclos, entretanto, não é recomendável atribuí-la automaticamente ao estresse. Outras possíveis causas também precisam ser consideradas.
Sim.
A Síndrome dos Ovários Policísticos, ou SOP, é uma das condições que podem provocar irregularidade menstrual.
Na SOP, a ovulação pode acontecer com menor frequência ou não ocorrer em determinados ciclos. Como consequência, as menstruações podem ficar muito espaçadas e imprevisíveis.
Algumas mulheres também apresentam acne persistente, aumento de pelos, oleosidade da pele ou dificuldade para engravidar.
Mas a presença de ciclos irregulares não é suficiente para diagnosticar SOP.
Outras alterações hormonais podem produzir manifestações semelhantes e precisam ser consideradas durante a investigação.
Sim.
Os hormônios da tireoide têm influência sobre diversos processos do organismo, incluindo o sistema reprodutivo.
Tanto alterações que reduzem quanto aquelas que aumentam a atividade da tireoide podem estar associadas a mudanças no padrão menstrual.
Dependendo do caso, a mulher também pode apresentar sintomas como alterações de peso, cansaço, mudanças de humor, intolerância ao frio ou calor, palpitações e alterações intestinais.
Quando existe suspeita, exames laboratoriais podem fazer parte da investigação.
Mudanças importantes de peso em um curto período podem interferir na ovulação.
Isso pode acontecer tanto diante de perda acentuada quanto de ganho significativo de peso.
Dietas muito restritivas, baixo consumo energético e exercícios físicos excessivos também podem afetar a produção hormonal e provocar aumento dos intervalos entre as menstruações ou até ausência do fluxo.
Isso não significa que qualquer mudança de peso vá necessariamente alterar o ciclo.
A relação precisa ser analisada dentro do histórico de cada mulher e junto de outros sinais clínicos.
Nos primeiros anos após a primeira menstruação, os ciclos podem apresentar maior irregularidade porque o sistema hormonal ainda está amadurecendo.
Por isso, alguma variação é esperada nessa fase.
Mas nem toda irregularidade na adolescência deve ser simplesmente considerada normal.
Intervalos muito prolongados sem menstruar, sangramento muito intenso, cólicas incapacitantes, sinais importantes de excesso de hormônios androgênicos ou alterações persistentes merecem avaliação.
Também é importante investigar quando a primeira menstruação demora além do esperado para acontecer.
No conteúdo sobre quando levar a adolescente ao ginecologista, explicamos quais situações justificam uma consulta nessa fase da vida.
Sim.
Durante a transição para a menopausa, conhecida como perimenopausa, a ovulação começa a se tornar menos previsível e os ciclos podem mudar.
A menstruação pode:
Essas alterações podem fazer parte dessa fase, mas isso não significa que qualquer sangramento deva ser automaticamente atribuído à proximidade da menopausa.
Dependendo da intensidade, frequência e características do sangramento, uma investigação pode ser necessária.
A Dra. Érica realiza acompanhamento específico da mulher durante a menopausa, considerando sintomas, mudanças hormonais e cuidados preventivos dessa fase.
Depois que a menopausa está estabelecida, qualquer novo sangramento vaginal deve ser avaliado. O conteúdo sobre sangramento após a menopausa explica por que esse sinal merece atenção.
A ausência de menstruação recebe o nome de amenorreia.
Ela pode ser esperada em determinadas situações, como gravidez, amamentação e após a menopausa.
Fora desses contextos, ficar vários meses sem menstruar merece avaliação, principalmente quando a mulher anteriormente apresentava ciclos regulares.
Entre as possíveis causas estão alterações na ovulação, SOP, problemas da tireoide, níveis alterados de prolactina, perda importante de peso, exercícios intensos e outras condições hormonais.
O objetivo da investigação não é apenas fazer a menstruação voltar, mas entender por que o ciclo deixou de acontecer normalmente.
Não necessariamente.
A irregularidade menstrual costuma se referir principalmente à frequência com que a menstruação acontece.
Já o sangramento uterino anormal pode envolver alterações na frequência, duração ou quantidade de sangue, além de episódios fora do período esperado.
Por exemplo, uma mulher pode menstruar todos os meses em intervalos regulares, mas apresentar um fluxo excessivamente intenso.
Outra pode ter um fluxo de intensidade habitual, porém ficar dois ou três meses sem menstruar.
Nos dois casos pode existir necessidade de investigação, mas as possíveis causas não são necessariamente as mesmas.
A consulta começa com uma análise detalhada do histórico menstrual.
Algumas informações são especialmente importantes:
Dependendo das informações encontradas, podem ser indicados exames laboratoriais, teste de gravidez ou exames de imagem.
A investigação é direcionada pelos sintomas. Não existe uma bateria única de exames necessária para toda mulher com ciclo irregular.
Em determinadas situações, sim.
A ultrassonografia pode auxiliar na avaliação do útero, endométrio e ovários e contribuir para identificar alterações como miomas, pólipos, cistos ovarianos ou outras condições ginecológicas.
A Dra. Érica realiza ultrassonografia pélvica e transvaginal durante a consulta quando existe indicação, permitindo relacionar os achados de imagem aos sintomas e ao histórico da paciente.
Nem toda irregularidade menstrual, porém, precisa necessariamente de ultrassonografia.
A escolha dos exames depende do que está sendo investigado.
Não existe um tratamento único para menstruação irregular, porque ela é um sintoma e não uma doença específica.
A abordagem depende da causa identificada.
Quando a irregularidade está relacionada à SOP, por exemplo, o tratamento pode considerar o funcionamento hormonal, possíveis alterações metabólicas e o desejo de engravidar.
Quando existe uma alteração da tireoide, o tratamento dessa condição pode contribuir para a regularização do ciclo.
Em outras situações, podem ser utilizados medicamentos hormonais ou outras estratégias específicas.
Também é importante considerar a fase da vida e os objetivos da paciente.
Uma mulher que deseja engravidar pode precisar de uma abordagem diferente de outra que procura controlar ciclos muito irregulares e não pretende ter filhos naquele momento.
Não necessariamente.
O primeiro objetivo deve ser entender a causa da irregularidade.
Em algumas fases da vida, determinada variação pode ser esperada. Em outras situações, tratar a condição que está provocando a alteração é mais importante do que simplesmente fazer o sangramento ocorrer em determinada data.
Além disso, métodos contraceptivos hormonais podem modificar a frequência e o padrão do sangramento de forma esperada.
Por isso, o conceito de um ciclo “regulado” precisa ser analisado considerando o método utilizado, a condição de saúde e as necessidades de cada mulher.
Vale procurar avaliação quando existe uma mudança persistente em relação ao padrão habitual do ciclo.
Algumas situações que merecem atenção são:
Sangramentos muito intensos acompanhados de tontura, fraqueza importante, falta de ar ou sensação de desmaio exigem avaliação médica mais rápida.
O acompanhamento periódico também ajuda a identificar mudanças antes que elas causem maior impacto. Saiba mais no conteúdo sobre check-up ginecológico em cada fase da vida.
A Dra. Érica Rades é formada pela Faculdade de Medicina do ABC e realizou Residência Médica na USP, onde também desenvolveu seu Mestrado e Doutorado. Foi preceptora de alunos, assistente da Obstetrícia de Alto Risco e professora universitária.
Sua atuação busca integrar conhecimento científico e recursos diagnósticos ao entendimento de que cada mulher precisa ser avaliada de forma individualizada.
Atualmente, dedica-se ao atendimento de suas pacientes na Clínica RADES, no Bairro Jardim, em Santo André. Conheça sua formação e trajetória profissional na página Sobre a Dra. Érica Rades.
Não é necessário que todo ciclo tenha exatamente o mesmo número de dias.
O mais importante é conhecer o funcionamento habitual do próprio corpo e perceber quando atrasos, antecipações ou alterações no sangramento deixam de ser ocasionais e passam a se repetir.
Registrar as datas das menstruações pode ajudar a identificar esse padrão e fornecer informações importantes durante a consulta.
Se sua menstruação ficou irregular, mudou de padrão ou deixou de acontecer sem uma causa conhecida, agende uma consulta com a Dra. Érica Rades para uma avaliação individualizada.
American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) – Abnormal Uterine Bleeding. Informações sobre características do ciclo menstrual, possíveis causas do sangramento uterino anormal e situações que precisam ser avaliadas. ACOG
https://www.acog.org/womens-health/faqs/abnormal-uterine-bleeding
American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) – Amenorrhea: Absence of Periods. Orientações sobre ausência de menstruação, possíveis causas, investigação e critérios para procurar avaliação médica. ACOG
https://www.acog.org/womens-health/faqs/amenorrhea-absence-of-periods
FEBRASGO – Sangramento Uterino Anormal. Conteúdo sobre irregularidade menstrual e principais causas de alterações do ciclo, incluindo distúrbios da ovulação e causas estruturais e não estruturais. febrasgo.org.br
https://www.febrasgo.org.br/noticia/sangramento-uterino-anormal/