Mioma uterino: sintomas, quando é preciso tratar e quais são as opções

Mioma uterino: sintomas, quando é preciso tratar e quais são as opções

Entenda os sintomas do mioma uterino, como é feito o diagnóstico, quando é necessário tratar e quais opções podem ser consideradas.


Descobrir um mioma uterino em um exame nem sempre significa que será necessário fazer um tratamento. Muitas mulheres têm miomas sem apresentar sintomas e podem apenas precisar de acompanhamento ginecológico.

Em outros casos, porém, o mioma pode provocar menstruação muito intensa, cólicas, dor ou pressão na região pélvica, aumento do volume abdominal e até alterações relacionadas à fertilidade.

A decisão sobre acompanhar ou tratar depende principalmente dos sintomas, do tamanho e localização dos miomas, da fase da vida da mulher e de seus planos de engravidar.

O que é mioma uterino?

O mioma uterino, também chamado de leiomioma, é um nódulo benigno formado a partir do tecido muscular do útero.

Ele pode surgir como um único nódulo ou em diferentes partes do útero, com tamanhos bastante variados. Alguns permanecem pequenos durante anos, enquanto outros podem aumentar de tamanho.

De acordo com sua localização, os miomas costumam ser classificados em três grupos principais:

  • submucosos: crescem em direção à cavidade interna do útero;
  • intramurais: desenvolvem-se na parede muscular uterina;
  • subserosos: projetam-se para a parte externa do útero.

A localização é importante porque pode influenciar tanto os sintomas quanto a escolha do tratamento.

O acompanhamento dessas e de outras alterações do útero faz parte da avaliação realizada na Ginecologia pela Dra. Érica Rades.

Mioma uterino é câncer?

Não. O mioma é uma condição benigna e não deve ser confundido com os tumores malignos do útero.

Receber esse diagnóstico, portanto, não significa ter câncer.

Ainda assim, qualquer alteração uterina precisa ser corretamente avaliada. Exames e acompanhamento médico ajudam a determinar as características do nódulo e a diferenciar o mioma de outras condições que podem provocar sintomas semelhantes.

Quais são os sintomas do mioma uterino?

Muitas mulheres com miomas não apresentam nenhuma manifestação e descobrem os nódulos durante um exame ginecológico ou ultrassonografia realizada por outro motivo.

Quando existem sintomas, eles variam de acordo com o número, o tamanho e principalmente a localização dos miomas.

Entre os mais frequentes estão:

  • fluxo menstrual aumentado;
  • menstruação que dura mais dias;
  • cólicas mais intensas;
  • sangramentos fora do período menstrual;
  • sensação de peso ou pressão na região pélvica;
  • aumento do volume abdominal;
  • dor na região pélvica ou lombar;
  • vontade de urinar com maior frequência;
  • alterações intestinais em alguns casos;
  • dor durante a relação sexual;
  • dificuldade para engravidar em determinadas situações.

O sangramento menstrual excessivo merece atenção especial porque, quando persistente, pode provocar anemia e afetar disposição, concentração e qualidade de vida.

Menstruação muito intensa pode ser sinal de mioma?

Pode, especialmente quando o fluxo aumenta de maneira perceptível ou passa a interferir na rotina.

Trocar absorventes com frequência muito maior que o habitual, apresentar sangramento prolongado, eliminar coágulos repetidamente ou perceber sinais como cansaço e fraqueza são situações que merecem avaliação.

Mas o mioma não é a única possível causa de sangramento uterino anormal. Alterações hormonais, pólipos, adenomiose e outras condições também podem provocar mudanças no padrão menstrual.

Por isso, o objetivo da consulta não é apenas identificar a presença de um mioma, mas verificar se ele realmente explica os sintomas apresentados pela paciente.

Como o mioma é diagnosticado?

A investigação normalmente começa pela consulta ginecológica, com avaliação dos sintomas, histórico menstrual, exame físico e histórico de saúde da paciente.

A ultrassonografia pélvica e transvaginal é um dos principais exames utilizados para identificar miomas e avaliar características como tamanho, quantidade e localização.

A Dra. Érica realiza ultrassonografia pélvica e transvaginal durante a consulta quando existe indicação, o que pode auxiliar na investigação de dores pélvicas, sangramentos e alterações uterinas ou ovarianas.

Dependendo das características do caso, outros exames podem ser indicados para uma avaliação mais detalhada.

O mais importante é interpretar o resultado do exame em conjunto com os sintomas. A simples presença de um mioma não significa necessariamente que ele precise ser tratado.

Todo mioma precisa de tratamento?

Não.

Miomas pequenos, assintomáticos ou que não provocam impacto na saúde da mulher podem ser apenas acompanhados.

O tratamento costuma ser considerado quando existem sintomas importantes ou outras repercussões, como:

  • fluxo menstrual excessivo;
  • anemia relacionada ao sangramento;
  • cólicas ou dor pélvica importantes;
  • sensação de pressão provocada pelo volume uterino;
  • sintomas urinários ou intestinais por compressão;
  • crescimento uterino significativo;
  • dificuldade para engravidar associada à localização do mioma;
  • prejuízo relevante à qualidade de vida.

A decisão deve ser individualizada. Duas mulheres com miomas de tamanho semelhante podem receber orientações diferentes dependendo de seus sintomas, idade e planos reprodutivos.

Essa avaliação personalizada também é importante durante o check-up ginecológico, no qual os exames e cuidados são definidos de acordo com cada fase da vida.

Quais são as opções de tratamento para o mioma?

Existem diferentes possibilidades e nem todo tratamento envolve cirurgia.

A escolha depende dos sintomas apresentados, do tipo de mioma, de sua localização, do tamanho e da quantidade de nódulos, além do desejo da mulher de engravidar no futuro.

Acompanhamento

Quando o mioma não provoca sintomas importantes, uma das possibilidades é acompanhar sua evolução por meio de consultas e exames indicados pelo ginecologista.

Tratamento medicamentoso

Algumas medicações podem ser utilizadas principalmente para controlar sintomas como sangramento menstrual excessivo e cólicas.

O tratamento é definido conforme as características e necessidades de cada paciente. Em determinados casos, também podem ser utilizados medicamentos hormonais.

Esses tratamentos nem sempre eliminam o mioma. Muitas vezes, o principal objetivo é controlar seus efeitos e preservar a qualidade de vida.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia pode ser indicada quando os sintomas são importantes, quando outras abordagens não apresentam o resultado esperado ou quando as características do mioma justificam a intervenção.

Uma possibilidade é a miomectomia, na qual os miomas são retirados com preservação do útero.

Em situações específicas, a histerectomia, que corresponde à retirada do útero, também pode ser considerada. A escolha depende do quadro clínico, da idade, dos sintomas e do desejo reprodutivo da mulher.

A Dra. Érica atua também com cirurgias ginecológicas, e a indicação do procedimento é definida após avaliação individualizada.

Mioma pode dificultar a gravidez?

Alguns miomas podem interferir na fertilidade, mas isso não acontece com todas as mulheres que apresentam a condição.

A localização é especialmente importante. Miomas que modificam a cavidade interna do útero podem ter maior relação com dificuldades para engravidar ou com determinadas complicações gestacionais.

Por outro lado, muitas mulheres com miomas engravidam normalmente.

Quando existe desejo de gestação, a decisão entre acompanhar ou tratar deve considerar idade, histórico reprodutivo, número e localização dos miomas e outros fatores que possam influenciar a fertilidade.

Durante a gravidez, a avaliação passa a considerar também os aspectos relacionados à Obstetrícia e às necessidades específicas de cada gestante.

O que acontece com os miomas na menopausa?

Como seu crescimento pode sofrer influência hormonal, muitos miomas tendem a diminuir após a menopausa.

Isso não significa, porém, que sintomas nessa fase devam ser automaticamente atribuídos a um mioma já conhecido.

Um exemplo importante é o sangramento vaginal depois de estabelecida a menopausa. Esse sintoma precisa ser investigado independentemente de a mulher já saber que possui miomas.

No conteúdo Sangramento após a menopausa: quando é preciso investigar?, explicamos por que mesmo pequenos episódios de sangramento merecem avaliação ginecológica.

Quando procurar o ginecologista?

A avaliação é recomendada quando aparecem alterações no ciclo menstrual ou sintomas que começam a interferir na rotina.

Procure o ginecologista principalmente diante de menstruação muito intensa ou prolongada, sangramentos fora do período menstrual, cólicas fortes, dor ou pressão pélvica, aumento do volume abdominal ou dificuldade para engravidar.

Também é importante manter o acompanhamento mesmo quando o mioma não provoca sintomas, seguindo a periodicidade indicada para cada caso.

Avaliação individualizada com a Dra. Érica Rades em Santo André

A Dra. Érica Rades é formada pela Faculdade de Medicina do ABC e realizou Residência Médica na USP, onde também desenvolveu seu Mestrado e Doutorado. Foi preceptora, assistente da Obstetrícia de Alto Risco e professora universitária. Erica Rades

Sua atuação considera as necessidades individuais de cada mulher e integra avaliação clínica, exames e possibilidades de tratamento de acordo com cada caso.

Atualmente, dedica-se ao atendimento de suas pacientes na Clínica RADES, no Bairro Jardim, em Santo André. Conheça mais sobre sua formação e trajetória na página Sobre a Dra. Érica Rades. 

Ter mioma não significa precisar de cirurgia

O diagnóstico de mioma uterino deve ser analisado dentro do contexto de cada mulher.

Em muitos casos, o acompanhamento é suficiente. Quando existem sintomas, há diferentes possibilidades de tratamento, que devem considerar não apenas o tamanho do mioma, mas também sua localização, impacto na qualidade de vida e planos reprodutivos.

Se você apresenta fluxo menstrual intenso, cólicas, dor pélvica ou recebeu o diagnóstico de mioma uterino, agende uma consulta com a Dra. Érica Rades para uma avaliação individualizada.

Referências

FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Mioma uterino: um problema muito comum e quase silencioso. Informações sobre sintomas, localização e tratamento dos miomas uterinos. Febrasgo
Acessar referência da FEBRASGO

FEBRASGO – Sangramento uterino anormal. Protocolo com informações sobre leiomiomas como causa estrutural de sangramento e critérios para abordagem clínica e cirúrgica. Febrasgo

American College of Obstetricians and Gynecologists – Uterine Fibroids. Informações sobre sintomas, diagnóstico e possibilidades de tratamento dos miomas uterinos. ACOG
Acessar referência do ACOG





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