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Saiba mais sobre a Dra. Érica
A chegada da menopausa costuma despertar uma série de dúvidas sobre alimentação, vitaminas e suplementação. É comum encontrar recomendações de cálcio, vitamina D, magnésio e outros nutrientes, mas isso não significa que toda mulher precise começar a tomar suplementos ao entrar nessa fase.
A suplementação deve ser individualizada. Antes de indicar qualquer vitamina ou mineral, é importante considerar alimentação, rotina, idade, sintomas, histórico de saúde, medicamentos utilizados e, quando necessário, exames laboratoriais.
Com a Dra. Érica Rades, esse cuidado faz parte de uma avaliação mais ampla da saúde da mulher. O objetivo não é simplesmente acrescentar suplementos à rotina, mas identificar o que realmente faz sentido para cada paciente e para cada momento da vida.
Não.
A menopausa, por si só, não significa que exista uma deficiência vitamínica. Uma alimentação equilibrada continua sendo a principal fonte de vitaminas e minerais, e a necessidade de suplementação varia de mulher para mulher.
Inclusive, suplementos vendidos livremente não são necessariamente isentos de riscos. Eles podem interagir com medicamentos, ser utilizados em doses inadequadas ou simplesmente não trazer benefício quando não existe uma necessidade específica. Por isso, a recomendação é discutir o uso com o ginecologista antes de iniciar uma suplementação.
A decisão começa pela avaliação da paciente.
Durante a consulta, alguns pontos importantes podem ser analisados:
Quando houver indicação, exames laboratoriais podem ajudar a identificar deficiências e orientar uma suplementação mais precisa.
A saúde óssea ganha importância com o passar dos anos, e cálcio e vitamina D têm papel relevante nesse processo.
Após a menopausa, há maior atenção à perda de massa óssea. O cálcio participa da manutenção dos ossos, enquanto a vitamina D auxilia na absorção e utilização desse mineral pelo organismo. Mulheres após a menopausa também podem absorver e reter menos cálcio ao longo do tempo.
Isso, porém, não significa que todas devam tomar cálcio ou vitamina D em cápsulas.
Primeiro, é importante avaliar o consumo por meio da alimentação e as necessidades individuais. Quando a ingestão não é suficiente ou existe alguma condição específica, a suplementação pode ser considerada.
O magnésio participa de diversas funções do organismo, incluindo atividade muscular, metabolismo energético e saúde óssea.
Apesar da popularidade dos suplementos de magnésio, seu uso também não deve ser automático na menopausa. Alimentação, possíveis deficiências, condições clínicas e outros fatores precisam ser considerados antes de definir se existe benefício em suplementar.
O mesmo raciocínio vale para outros nutrientes: mais não significa necessariamente melhor.
A vitamina B12 é importante para o sistema nervoso e para a formação das células sanguíneas.
A necessidade de avaliá-la pode aumentar em algumas situações, como dietas com pouca ou nenhuma fonte de origem animal, determinadas condições gastrointestinais e uso prolongado de alguns medicamentos.
A menopausa não causa diretamente deficiência de vitamina B12, mas essa é uma fase em que vale observar a saúde como um todo e investigar possíveis carências quando houver indicação.
O ferro merece uma atenção diferente.
Após o fim das menstruações, as perdas regulares de sangue deixam de acontecer. Por isso, a necessidade de ferro pode mudar e sua suplementação não deve ser mantida ou iniciada automaticamente.
O uso de ferro sem uma deficiência comprovada pode ser desnecessário. Se houver suspeita de anemia ou alteração nos estoques de ferro, a indicação deve partir de uma avaliação adequada.
Nem sempre.
Sintomas como cansaço, alterações no sono, queda de cabelo, dificuldade de concentração ou indisposição podem ter diversas causas. Associá-los imediatamente à falta de vitaminas pode levar à automedicação e atrasar a identificação do verdadeiro motivo.
Na consulta, esses sintomas podem ser analisados dentro de um contexto mais amplo, considerando alimentação, sono, estresse, alterações hormonais, saúde metabólica e outras condições.
Só então é possível definir quais exames ou estratégias fazem sentido.
Existe uma grande variedade de vitaminas, compostos naturais e produtos vendidos especificamente para mulheres na menopausa, muitas vezes com promessas de aliviar ondas de calor, melhorar o sono, controlar o peso ou aumentar a disposição.
É preciso cautela com esse tipo de promessa.
Diversos suplementos e produtos naturais utilizados para sintomas da menopausa ainda têm evidências limitadas sobre eficácia e segurança, e alguns podem interagir com medicamentos ou apresentar composição diferente do esperado.
Por isso, suplementos não devem substituir uma avaliação individualizada nem tratamentos com eficácia estabelecida quando estes forem necessários.
Antes de pensar em cápsulas, vale olhar para o prato.
Uma alimentação variada, com verduras, legumes, frutas, proteínas, grãos, fontes adequadas de cálcio e outros nutrientes, contribui para a saúde durante essa fase da vida.
A suplementação entra quando existe uma razão para complementar aquilo que a alimentação e a rotina não estão oferecendo adequadamente ou quando uma condição clínica exige uma estratégia específica.
Ela deve complementar o cuidado, e não substituir hábitos saudáveis.
Quando existe indicação, três questões são fundamentais: o que suplementar, quanto utilizar e por quanto tempo.
Essas respostas podem ser diferentes para cada mulher.
A estratégia pode envolver:
Isso evita tanto a falta quanto o uso excessivo e sem necessidade de vitaminas e minerais.
Mais do que perguntar “qual vitamina devo tomar?”, vale aproveitar essa fase para entender como está a saúde de maneira global.
Com a Dra. Érica Rades, a avaliação durante a menopausa considera sintomas, alimentação, composição corporal, saúde óssea, exames, rotina e histórico individual para definir quais cuidados são realmente necessários.
Quando a suplementação é indicada, ela passa a fazer parte de uma estratégia personalizada, em vez de seguir uma fórmula igual para todas as mulheres.
Se você está na menopausa e tem dúvidas sobre vitaminas, minerais ou outros suplementos, evite iniciar produtos por conta própria.
Agende uma consulta com a Dra. Érica Rades para avaliar suas necessidades e entender quais cuidados podem contribuir de forma segura para sua saúde e qualidade de vida.